terça-feira, 27 de setembro de 2011

São Cosme e São Damião – Ìbejì




São Cosme e São Damião – Ìbejì

27/09/2011

Ìbejì ou Ìgbejì – divindade gêmea da vida, protetor dos gêmeos (twins) na Mitologia Yoruba, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e iká.
Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza.
A palavra Igbeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coo-existem, respeitando o princípio básico da dualidade.
Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos), que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas.
...[continua nesta página na pasta RELIGIÃO]

domingo, 25 de setembro de 2011

Reciclagem | Caixas de Leite

sábado, 24 de setembro de 2011

ARTE | Equilibrio,Concentração,Imperdível !!!

ARTE | América Latina y Caribe


Local: Santo Domingo, Republica Dominicana (Caribe)
Artistas Latino Americanos e sua arte dedicada ao Planeta -
24 SETEMBRO - 350.ORG - 350.DOMINICANO

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ARTE encontro de professores

em curso..na 27a.CRE - Tema: Diversidade - 
no encontro de formação / grupo de professores de Arte_Canoas 
(fotos: 27a.CRE)
Com o objetivo de dividir, compartilhar e discutir ações para a aplicação da Lei 10.639 
os professores de Arte de Canoas veem se reunindo com o objetivo de dividir, 
compartilhar e discutir a aplicação da Lei 10.639. 
Hoje o Prof Eduardo mostrou o resultado dos trabalho desenvolvido pelo alunos 
das 7ªs series - com vídeos e cartazes e maquetes ...

prof. Eduardo expondo os trabalhos dos seus alunos
...e  as professora Gabriele e  Elvira.


Após o cumprimento d pauta do dia e a mostra de resultado os professores participaram
da oficina de construção de blog para socialização das atividades desenvolvidas
em sala de aula, troca de informações e saberes....
um abraço e até o nosso próximo encontro  
ARTE  &  DIVERSIDADE 

Lei 10639 - Boneco Bastião em ação

sábado, 10 de setembro de 2011

RS | Revolução Farroupilha

RS | Jesus, O Verdadeiro

Religião - Islamismo

As raízes de uma religião pacífica
A mensagem do profeta Maomé era de tolerância

FANATISMO É MINORIA: muçulmanas oram pela paz depois do 11/9

A ligação entre a carnificina provocada pelos terroristas muçulmanos e as raízes verdadeiras da fé islâmica é o maior problema enfrentado nos dias atuais pela religião mais praticada do planeta. Dezenas de milhões de pessoas, em especial no Ocidente, confundem o islamismo com uma prática religiosa radical e raivosa, que convoca seus seguidores a matar inocentes, permite (e recompensa) o suicídio em nome de Deus e não tolera crenças diferentes. De acordo com a esmagadora maioria dos especialistas, religiosos e fiéis, contudo, a verdadeira face do Islã é exatamente oposta: a de uma fé que estimula o entendimento e desencoraja o conflito.

A própria origem do termo Islã - ou "rendição", em árabe - está ligada à palavra salam, que significa "paz". O fundador do islamismo, o profeta Maomé, dedicou sua vida à tentativa de promover a paz em sua terra, a Arábia. Antes do Islã, as tribos árabes estavam presas num círculo vicioso de ataques, revides e vinganças. O próprio Maomé e seus primeiros seguidores escaparam de dezenas de tentativas de assassinato e de uma grande ofensiva para exterminá-los em Meca. O profeta teve de lutar, mas em nome da própria sobrevivência - quando acreditou estar a salvo, passou a dedicar-se exclusivamente à reconciliação das tribos, através de uma grande campanha ideológica de não-violência. Quando morreu, no ano de 632, a meta havia sido cumprida - e justamente em função de seus ensinamentos sobre paz e tolerância.
Espírito de caridade - Quando revelou a base da crença islâmica pelos versos do Corão, Maomé convivia com uma guerra em larga escala em sua terra. Assim, muitas passagens das escrituras sagradas dos muçulmanos tratam de conflitos armados, da execução de inimigos, da guerra em nome de sua crença. Os terroristas e radicais de hoje, contudo, gostam de citar o Corão apenas nos trechos em que se convoca a luta, e não nos versos em que se prega a paz e o entendimento. Pouco depois do ataque de 11 de setembro de 2001, a escritora americana Karen Armstrong, autora de vários livros sobre a religião islâmica, compilou alguns desses versos. A seguir, alguns deles:
 No Corão, os muçulmanos recebem a ordem de Deus para "eliminar os inimigos onde quer que eles estejam". A frase é uma das preferidas de Osama bin Laden e seus discípulos do terror. No verso seguinte, contudo, a mensagem é a segunte: "Se eles deixarem-no em paz e não fomentarem guerra, e oferecerem a paz, Deus não permite que sejam machucados".
 O texto sagrado dos muçulmanos diz que a única forma aceitável de guerra é aquela conduzida em auto-defesa. Os muçulmanos jamais devem iniciar as hostilidades. A guerra é sempre manifestação do mal, indica o Corão, mas às vezes é preciso lutar para preservar seus valores - ou, como fez o profeta Maomé em Meca, para combater perseguições e se livrar dos opressores.
 Em certo trecho, o Corão cita a Torá, escritura sagrada dos judeus, ao dizer que é permitido ao muçulmano retribuir uma agressão - olho por olho, dente por dente. O texto ressalta, porém, que perdoar e deixar de lado as vinganças em nome de um espírito de caridade é uma atitude digna de mérito e admiração.
 Quando a guerra é necessária e justificada, as hostilidades contra o inimigo devem acabar logo que for possível. A guerra termina quando o inimigo acena com um gesto de paz. O Corão também diz que os outros povos, mesmo quando forem inimigos, jamais devem ser forçados a seguir a crença dos muçulmanos: "Não deve haver coerção nos assuntos da fé!"
 Na mais famosa distorção a respeito da doutrina muçulmana, a palavra "jihad" é traduzida no Ocidente como "guerra santa" - quando, na verdade, equivale a "luta", "esforço", "empenho". O termo se refere ao esforço que deve ser empregado para que a vontade de Deus seja colocada em prática em todos os aspectos da vida - não só na política, como também na vida pessoal e social. Há relatos de que Maomé disse certa vez, ao retornar de uma batalha: "Estamos voltando da jihad menos importante para a jihad maior", que seria a tentativa de curar os males da sociedade.
 O Corão diz que os "Povos das Escrituras", os cristãos e judeus - principais alvos dos extremistas islâmicos hoje, - devem ser respeitados. Em um de seus últimos discursos, o profeta Maomé teria dito: "Formamos nações e tribos para que conhecessem uns aos outros" - ou seja, não para que os povos conquistassem outros povos e tentassem oprimir suas crenças.
Reação à modernidade - Se a brutalidade contra outros povos e religiões é proibida, se a guerra é uma manifestação do mal, se o inimigo só pode ser atacado se agredir primeiro, por que os radicais muçulmanos continuam usando a religião para justificar seus atos de terrorismo? Para quase todos os especialistas, essa pergunta não tem uma resposta sensata - o que significa que a luta dos extremistas é, de fato, ilegítima e injustificada. Na avaliação de Karen Armstrong, a forma militante de culto religioso surgida no século XX sob a classificação de fundamentalismo é uma reação à modernidade. Seus seguidores estão convencidos de que a sociedade liberal e secular visa acabar com a religião - assim, os princípios de sua fé acabam desvirtuados e distorcidos em nome de uma luta irracional. Desta forma, enxergar em Osama bin Laden e em seus seguidores terroristas uma representação legítima da tradição e da fé islâmica é um erro gravíssimo. Resta à maioria dos muçulmanos, que condenam os atos terroristas e as interpretações radicais das escrituras, a árdua missão de reverter essa imagem e reforçar as raízes pacíficas de sua crença.



A RELIGIÃO ISLÂMICAOrigem
O islamismo foi fundado no ano de 622, na região da Arábia, atual Arábia Saudita. Seu fundador, o profeta Maomé, reuniu a base da fé islâmica num conjunto de versos conhecido como Corão - segundo ele, as escrituras foram reveladas a ele por Deus por intermédio do Anjo Gabriel.
Assim como as duas outras grandes religiões monoteístas, o cristianismo e do judaísmo, as raízes de Maomé estão ligadas ao profeta e patriarca Abraão. Maomé seria seu descendente. Abraão construiu a Caaba, em Meca, principal local sagrado do islamismo. Para os muçulmanos, o islamismo é a restauração da fé de Abraão.
Ainda no início da formação do Corão, Maomé e um ainda pequeno grupo de seguidores foram perseguidos por grupos rivais e deixaram a cidade de Meca rumo a Medina. A migração, conhecida como Hégira, dá início ao calendário muçulmano. Em Medina, a palavra de Deus revelada a Maomé conquistou adeptos em ritmo acelerado.
O profeta retornou a Meca anos depois, perdoou os inimigos e iniciou a consolidação da religião islâmica. Quando ele morreu, aos 63 anos, a maior parte da Arábia já era muçulmana. Um século depois, o islamismo era praticado da Espanha até a China. Na virada do segundo milênio, a religião tornou-se a mais praticada do mundo, com 1,3 bilhão de adeptos.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Raça Brasil | Negros no Paraná

Raça Brasil | Negros no sul? Tem, sim senhor -

O PARANÁ...

É o Estado com maior número de negros: 28% da população. A diretora do Núcleo de Pesquisa do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDEHA) e diretora do Instituto de Pesquisa do Afrodescendência (IPAD Brasil), Marcilene Garcia de Souza, mais conhecida como Lena - a primeira mulher negra formada em Ciências Sociais na cidade de Curitiba a se tornar doutora em Sociologia - afirma que a ação do Ilê irá quebrar o imaginário construído de um suposto sul branco. "A população negra do sul também contribuiu na formação econômica e social do país, sobretudo, quando esteve numa situação de escravização. A escolha deste tema certamente irá mostrar a importância histórica não somente na economia, mas também na construção cultural", esclarece Lena, que aponta ainda a divulgação de personalidades negras sem visibilidade. "As universidades, a partir disso, poderão aprofundar as pesquisas e os movimentos sociais negros devem fazer o devido registro dos personagens que compõem este cenário e atuam diretamente nessa construção."
No Paraná, existe uma presença significativa de quilombos. Com base em um estudo coordenado pelo Grupo Clovis Moura, elaborado pela historiadora e especialista em Educação Patrimonial Clemilda Santiago Neto, são mais de 100 comunidades, sendo 36 já certificadas pela Fundação Palmares. Mesmo com a presença maciça no Estado, o processo de invisibilidade é forte. Para o diretor da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e doutor em psicologia, Paulo Vinicius Baptista da Silva, do Núcleo de Estudos Afro-brasileiro (NEAB-UFPR), a invisibilidade desta população ocorre pela orientação das ideias racistas hegemônicas no século 19 e da "ideologia do branqueamento", que motivou a imigração no final do século 19 e início do 20. "Essas teorias pregavam que os negros(as) africanos(as) são sinônimo de incivilidade; europeus(eias) brancos(as) são sinônimo de civilização e desenvolvimento. As histórias dos 2 Estados foram reescritas a partir dessas ideias, ocultando a presença negra. Relaciona-se com estruturação de relações de dominação estabelecidas ao longo dos anos, com as dificuldades de mobilidade social da população negra até os dias atuais", destaca.
O babalorixá Diba de Iyemonjá entrega a carta da Marcha Contra a Intolerância, no alácio do governo do Rio Grande do Su


Antonio Mário Ferreira, do MEC

GRANDES HOMENS E MULHERES
Santa Catarina é o Estado com menor índice da população negra. Dos 6.250.000.00 habitantes, distribuídos nos 293 municípios, a população negra (pretos e pardos), corresponde a 13,9%, somando 868.750 pessoas. O sociólogo doutorando em Arqueologia/ IPT (Portugal), João Carlos Nogueira - que integra o Núcleo de Estudos Africanos, afirma que a contribuição dos negros no Estado não é mais mito. "As pesquisas, já no século 20 e atualmente, confirmam a participação ativa como mão de obra no campo, como meeiros ou pequenos proprietários de terra. Sua participação é indiscutível na formação da indústria pesqueira no litoral, na construção das estradas de ferro no sul e norte do Estado, na indústria metal mecânica, na tecelagem e em serviços. É importante destacar o crescimento da presença de alunos negros nas universidades públicas, via sistema de cotas, e nas privadas, via Prouni. Com isso, espera-se uma maior participação nos setores de serviços (inovação tecnológica, profissionais liberais, autônomos e empreendedores)." Nogueira destaca que também há grandes nomes na literatura e nas artes em geral. "O poeta Crus e Sousa, referência universal no simbolismo; e Luiz Delfino, poeta influenciado pelo romantismo e parnasianismo. No início do século 20, tivemos outros poetas e escritores, como João Rosa Junior, Trajano Margarida e Ildefonso da Silva. As mulheres também se destacaram, tanto na arte como na política: Valda Costa, nascida em Florianópolis, em 1951, produziu em torno de 800 obras entre telas e esculturas. Na política, Antonieta de Barros, educadora, poetisa e jornalista, que nasceu em 1901 e se elegeu deputada com 35.484 votos, em 1935, fazendo parte do processo constituinte do mesmo ano."
Para o sociólogo, a proposta do Ile é fundamental não só por quebrar mitos e desmistificar a visão de região europeia, mas, sobretudo, por ajudar o Brasil e a região a se reencontrarem com a sua realidade multicultural, plurietnica e multirracial. "Mesmo por que a região Sul é formada por 20,09% de negros que, em números absolutos, corresponde a quase um terço da população nos três Estados", ressalta.
Para o presidente do Instituto Énrea, o historiador Fabio Garcia, o destaque do Ilê irá contribuir para as reinvindicações das demandas da população negra na região Sul. "Esta ação irá desmitificar a ideia que há uma Europa no sul do Brasil. Isso poderá ter consequências diretas na aplicação de políticas públicas que visam a diminuição das discrepâncias sociais e econômicas entre brancos e negros."

Raça Brasil | Negros no sul


"A ESCRAVIDÃO AQUI FOI MAIS PERVERSA"
Vovô, presidente do Ilê Ayê: "O sul vai mostrar a sua cara preta"
Lena afirma que a ação do Ilê irá quebrar o imaginário construído de um suposto sul branco
O babalorixá Diba de Iyemonjá, do Asé Iyemonja Omi Olodo, da Vila São José, em Porto Alegre, confirma que é comum uma reação de surpresa quando apresenta ações da comunidade afro do Rio Grande do Sul. "Não nos conformamos com essa invisibilidade. Isso é resultado do colonizador escravagista que fez um grande esforço para separar os negros, porém, hoje, estamos conseguindo sintonia, nos enxergando e tendo reconhecimento de nossas tradições." Para o religioso, a ação de um dos blocos mais tradicionais da Bahia vinculado ao terreiro IleAxeJitolu, de Mãe Hilda, é um motivo forte de comemoração "Pelo menos sabemos que o olhar do povo negro do Brasil estará voltado para os negros daqui", diz, enfatizando que os "irmãos" do sul são muito fortes "Nós somos o sumo da resistência, porque, historicamente, a escravidão aqui foi a mais perversa por conta das charqueadas, e o racismo muito maior, pois para cá vieram alemães, italianos e açorianos que receberam do governo glebas de terras para, à custa da exploração do nosso povo, investirem na agricultura e pecuária", afirma.
A religião de matriz africana foi muito perseguida pelos governos e pela polícia. Segundo o babalorixá, as autoridades mandavam invadir e fechar os terreiros, além de prender pais e mães de santo e seus adeptos. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul é o Estado onde o povo mais se assume do Asé e que abriga o maior número de terreiros no Brasil. "Temos cidades, como Rio Grande, Pelotas, Santa Maria e Bagé, onde o povo negro marca presença, chegando a 80% da população, como no caso de Rio Grande e Pelotas. Nossa capital, Porto Alegre, segundo o censo do IBGE, tem 17% de negros. Um percentual que sempre questionamos, pois, ao visitar as vilas e morros das periferias, quase não se vê a presença de brancos", destaca o religioso.
Design Raimundo Santos, o Mundão, fotografou inúmeras referências da presença negra em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná
CONSTRUINDO A NAÇÃO

Os negros do sul estiveram diretamente ligados na criação do Dia da Consciência Negra (20 de novembro). O coordenador-geral de educação para relações étnico- raciais do Ministério da Educação, Antonio Mário Ferreira lembra que a data foi escolhida em contraponto ao 13 de maio. A discussão partiu do coordenador do grupo Palmares de Porto Alegre, o poeta Oliveira Silveira, com o escritor e historiador Décio Freitas. "Havia um material com documentos que indicava que a data provável da morte de Zumbi teria sido em 20 de novembro de 1695.
Os bandeirantes levaram o corpo de Zumbi esquartejado para a atual Recife. Foi então que o Movimento Negro Unifi cado (MNU) do Rio Grande do Sul apresentou ao MNU Nacional a proposta, que foi aceita." Outra contribuição relevante é a literatura, com o próprio escritor Oliveira Silveira, que mostrou o negro gaúcho do interior, trabalhador nas charqueadas que cuidava de gado. "É a descrição do negro transformador, que luta e trabalha gerando crescimento na economia do Estado. Não é a demonstração derrotista de um negro que sofre e chora", analisa Ferreira.
Na música, a arte de Bedel e Luiz Wagner são destaques. Esses artistas que contribuíram na criação do samba rock, estilo que infl uenciou músicos como Jorge Ben Jor. Ferreira cita, ainda, Lupicínio Rodrigues, um dos maiores compositores da música popular brasileira, interpretado por vários artistas, entre eles, Jamelão.

Raça Brasil | Negros no Sul | Carnaval |

Revista Raça Brasil -
Raça Brasil | Negros no sul? Tem, sim senhor - Tema de carnaval do Ilê Aiyê homenageia os afrodescendentes do sul do Brasil e discute a invisibilidade dos negros na região