segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
HERÓIS BRASILEIROS
JOÃO CÂNDIDO
(1880–1969)
João Cândido Felisberto nasceu no Rio Grande do Sul, em 1880. Filho de ex-escravos, aos 14 anos entrou para a Marinha, instituição que na época era composta por 50% de negros, 30% de mulatos, 10% de caboclos e 10% de brancos. A maioria dos marinheiros, assim, era composta por homens pobres, geralmente filhos de escravos, que recebiam salários irrisórios e eram constantemente humilhados. Os castigos físicos haviam sido abolidos no Exército em 1890, mas na Marinha persistia a aplicação de chibatadas, que recaíam principalmente sobre os marujos, pois ocupavam a base da hierarquia militar.
João Cândido entrou para a História como líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910, contra os castigos físicos impostos aos marinheiros. Por conta deste evento, foi apelidado de Almirante Negro.
Na noite de 22 de novembro de 1910, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes foi condenado ao castigo. Logo no início o rapaz desmaiou, mas continuou a receber as chibatadas. O fato fez com que centenas de marinheiros se rebelassem. A insurreição, liderada por João Cândido, começou a bordo do Minas Gerais, mas atingiu outros navios, que tiveram seus comandantes destituídos. Horas depois, cerca de dois mil marinheiros tinham sob seu comando os principais navios de guerra da esquadra, mantendo os canhões apontados para o Rio de Janeiro, então capital da República. Eles exigiam o fim dos castigos corporais na Marinha.
Com receio das conseqüências da revolta, o presidente Hermes da Fonseca atendeu aos pedidos dos marujos, pois o pânico já havia levado milhares de habitantes a fugir da cidade. No entanto, assim que os rebeldes se entregaram com a promessa de anistia no dia 25 de novembro, o governo decretou suas expulsões da Marinha. Dezoito líderes foram para uma solitária no Batalhão Naval na Ilha das Cobras, no Rio. Apenas João Cândido e um companheiro saíram vivos. Os outros 16 marinheiros morreram sufocados, pois a prisão era lavada com uma solução de água e cal – quando a água evaporava, o cal penetrava nos pulmões dos marinheiros, matando-os.
João Cândido foi banido da Marinha e chegou a ser internado em um hospício. Foi absolvido, mas nunca deixou de ser vigiado pela polícia, até mesmo em seu enterro. Teve 12 filhos, em quatro casamentos. Nunca mais conseguiu arrumar emprego fixo e passou o resto da vida trabalhando como estivador na Praça XV, no Rio de Janeiro, e fazendo biscates. Morreu em 1969, aos 89 anos, no anonimato.
No começo da década de 70, João Bosco e Aldir Blanc homenagearam João Cândido Felisberto com o samba O Mestre-sala dos mares. A história do Almirante Negro e da Revolta da Chibata ainda fazia eco nos círculos militares. A música acabou sendo vetada pela censura por trazer à tona um assunto proibido pelas Forças Armadas.
fontesi: A Cor da Cultura / acessado em 28-10-2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Cinema | Ciclo | AFRO-RELIGIOSO
Cultura Religiosa - Cinema&Vídeo
TEMA Raízes da Tradição Africana No Brasil
Documentário:
Atlântico Negro: na Rota dos Orixás
Sinopse:
O documentário faz uma viagem no espaço e no tempo em busca das
origens africanas da cultura brasileira. Historiadores, antropólogos e sacerdotes
africanos e brasileiros relatam fatos surpreendentes sobre inúmeras afinidades
culturais que unem os dois lados do Atlântico. Na Rota dos Orixás apresenta a
grande influência africana na religiosidade brasileira. Renato Barbieri mostra a
origem de as raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou
candomblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas
TEMA: O Batuque no Rio Grande do Sul
Documentário:
A Tradição do Bará do Mercado
Sinopse:
Relatos de sete religiosos de matriz africana sobre o fundamento afroreligioso
chamado O Bará do Mercado Público, a partir dos percursos e experiências
urbanas desses negros na cidade de Porto Alegre
TEMA: Sincretismo
Documentário:
Devoção
Sinopse:
O documentário questiona o mito do sincretismo religioso no Brasil.
Relativiza esse conceito polêmico e enfatiza a fé, manifestada em um ou em outro
sistema de crença, com frequência em ambos. Traz ainda depoimentos de
pesquisadores, autoridades do candomblé, freis e devotos do catolicismo, que
apresentam um painel dos pontos principais de cada uma das religiões apresentadas.
TEMA: Religiosidade Afro-Referenciada e Relações com a Sociedade
Documentário:
Mojubá
Sinopse:
As religiões afro-brasileiras são, com trocadilho, ecológicas por
natureza. Seus fiéis aprenderam com os antepassados uma grande lição africana: o
equilíbrio surge da convivência harmoniosa entre todos os seres vivos, dos quais o
homem é apenas uma pequena semente. Quando o primeiro ser humano respirou
sobre a Terra, as plantas já faziam parte desta infinita paisagem universal há mais de
400 milhões de anos. Há cerca de cinco séculos, os navios negreiros trouxeram ao
Brasil bem mais do que negros africanos que serviriam como escravos aos senhores
de engenho. Junto com este povo de riquíssima cultura vieram as matrizes da
culinária, da música, das artes e da religiosidade brasileiras. E assim como o acarajé,
o samba e os rituais do candomblé e da umbanda, diversos elementos da tradição
africana povoam até hoje o cotidiano do país. Uns negros na cor. Outros, na cor e na
forma de descrever o mundo. Uma tradição que se confunde com a própria história
brasileira. Afinal, desde que aportaram por aqui no período da escravidão, os
africanos trouxeram consigo seu modo de interpretar a realidade e esta é uma
influência tão profunda que fará sempre parte do nosso repertório linguístico.
sábado, 8 de outubro de 2011
ARTE | Exposição de Arte Africana
Palmares promove exposição de arte africana
7/10/2011 por Da Redação
Por Joceline Gomes
À esqueda, estatueta símbolo da fecundidade no grupo étnico Ashanti. Serkt, deusa Protetora egípcia (C) e representação de um ancião da etnia Maasai, localizada no Sudeste do Quênia.
Em comemoração ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a Fundação Cultural Palmares promoverá, de 13 a 20 de outubro, a exposição Expressões Africanas, com o acervo de 15 embaixadas do Continente Africano. Serão expostas peças artesanais, artefatos, quadros, móveis e esculturas que retratam a cultura da África do Sul, Angola, Botsuana, Benin, Cabo Verde, Cameroun, Costa do Marfim, Egito, Gana, Guiné-Equatorial, Guiné-Bissau, Mauritânia, Moçambique, Namíbia e Quênia.
O curador é o professor do Instituto de Artes e Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília, Nelson Inocencio. Segundo ele, as peças que compõem a exposição foram escolhidas de acordo com o que cada objeto representa para o seu país e o significado de cada uma. A intenção é explorar o sentido dos objetos para cada uma das sociedades representadas.
“Existe uma ideia de que a arte africana é uma arte primitiva. Nosso propósito é defender um outro olhar, proporcionar uma perspectiva didática e educativa com suas características e referências estéticas”, disse.
Além de celebrar o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a exposição pretende mostrar que a África não é uma referência somente para os africanos. “Divulgar a África é promover a pluralidade, a diversidade e importância da Diáspora Africana, que tanto contribuiu para a formação da identidade de vários países”, explica Inocencio.
Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Araujo, a exposição se destaca por ser uma das principais ações da Palmares, dentro do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, e conta com a participação do Ministério da Cultura (MinC), da Câmara dos Deputados e das Embaixadas dos países africanos no Brasil. “ Esta mostra terá a riqueza, a beleza, a criatividade de artistas africanos, cuja criação encanta e sensibiliza povos de todos os matizes”, destaca.
A exposição Expressões Africanas foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares e será aberta no dia 13 de outubro, às 17 horas, no Salão Branco do Congresso Nacional, em Brasília.
Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes – Essa proposta está de acordo com o fato de que o ano de 2011 foi eleito pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, com o objetivo de erradicar a discriminação racial contra o africano e seus descendentes, que são os povos mais vitimados pelo racismo. Neste ano, ganham destaque as medidas relacionadas à maior participação do negro nas políticas públicas, bem como as ações que têm por objetivo fornecer uma maior informação cultural sobre os povos, as tradições e a diversidade cultural da África e seus descendentes.
Serviço
O quê: Exposição Expressões Africanas
Onde: Salão Branco do Congresso Nacional
Quando: de 13 a 20 de outubro
Visitação: A partir do dia 14/10 (Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h / Sábados e domingos, das 9h30 às 17h30. Entrada Franca)
Mais informações: (61) 3424-0165/ 3424-0166
Onde: Salão Branco do Congresso Nacional
Quando: de 13 a 20 de outubro
Visitação: A partir do dia 14/10 (Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h / Sábados e domingos, das 9h30 às 17h30. Entrada Franca)
Mais informações: (61) 3424-0165/ 3424-0166
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CONCEITO DE BELEZA
A beleza é uma experiência, um processo cognitivo ou mental, ou ainda, espiritual, relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele que a experimenta.
MAS Até então, a beleza pode ser mensurável, já que está subordinada a padrões específicos. Mas no universo humano, ela não se resume a isso.
Platão considerava que a beleza era a idéia (forma) acima de todas as outras idéias. Aristóteles viu uma relação entre o belo e a virtude, argumentando que “A virtude visa à beleza.
EXISTE VÁRIAS “FORMAS” DE BELEZA
Beleza universal e científica
São mensuradas por números muito utlizada
na cultura grega e romana, e consequentemente na ocidental pós-helênica, houve a constante aplicação destes padrões numéricos, em especial no Renascimento, uma era “racionalista“, e ainda hoje é fartamente aplicada na indústria do design de produtos, nas artes plásticas, arquitetura, automobilismo, etc.
Beleza singular
A beleza grega e romana, a beleza matemática e científica são derivadas de um universalismo asséptico e puro, não contaminado com a eventualidade (ruído), de certa forma. E portanto, deve no mínimo, agradar a todos, mesmo que não possa ser considerada tocante. SEGREGADA.
Beleza platônica e religiosa
Para a filosofia, a beleza advém da pureza do raciocínio, da surpresa e da consistência dos axiomas. Já para os religiosos, a verdadeira beleza está na integralidade da propriedade da conduta do indivíduo para com um plano sagrado, em detrimento do mundo físico.
Beleza simbólica
O ser humano é um organismo complexo e misto. De forma incisiva, a presença do fator simbólico na constituição das sociedades, dominando os insintos e portanto o plano biológico, gerou um nicho (ecológico) simbólico-social onde há constante movimento, evolução, reciclagem, revisão e ondas de valores sociais que alteram profundamente os pontos principais que determinam os fundamentos da beleza humana.
Beleza humana
A beleza é um conceito social, e frequentemente é resultado da intersecção de diversos fatores biológicos, sociais, climáticos, ambientais e históricos. Nos anos 90 houve uma massificação do corpo esbelto, induzindo muitas mulheres à anorexia.
FONTE :http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal
POR ISTO E POR TANTO .
Não existe definição exata nem cientifica do padrão da beleza.
Padronizar a beleza ao meu ver trata-se de uma postura desumana, desreipeitosa, de muito mal gosto.
Beleza é beleza venha de onde vier ……
Tenha o peso que tiver !
O conceito de beleza, a forma que esta sendo dada, colocada ou tratada para sociedade desrespeita os sentimentos e valores das pessoas.
So serve oprimir, desqualifcar nosso potencial intelectual e político, criar esteriótipos racistas e principalmente segregadores .
Já rompemos com estes valores.
Estamos anos luz destas concepções.
Precisamos e continuar avaçando .
Não considerar pessoas que escrevem ou falam sobre o assunto ”beleza” , olhando para o seu espelho o tempo todo, sem consultar ninguem do que acha, por medo do JULGAMENTO .
Mônica Aguiar
Mulheres dentre milhões, que por si só já traduzem todo significado da beleza.
Estas eu invejo !
Estas eu invejo !
MULHER NEGRA
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